Como Funciona o Neuromarketing Na Prática?

O que é Neuromarketing e como podemos aplicá-lo de forma simples e prática?

Inegavelmente, seria ótimo se pudéssemos descobrir o que se passa na cabeça do consumidor.

Pois então: é exatamente isso que conseguimos fazer através do neuromarketing!

Certamente, neuromarketing é um assunto que vem tomando destaque, tanto nas pesquisas científicas, quanto no marketing digital.

Isso porque, conhecendo essa ciência, você poderá colocar em prática conceitos que irão melhorar (e muito) o desempenho dos seus serviços.

Mas afinal, como funciona o neuromarketing na prática?

É esta resposta que você encontrará a seguir. Vamos lá?

O que é Neuromarketing?

Como você já deve saber, Neuromarketing é uma junção de duas palavras: neurologia e marketing.

Com o intuito de compreender qual a influência neurológica que determinadas ações de marketing têm no comportamento do consumidor e, por consequência, possibilitar a criação de campanhas mais efetivas, o cientista Ale Smidts criou o conceito de neuromarketing.

Entretanto, quem tornou o neuromarketing popular foi um pesquisador de Harvard, chamado Gerald Zaltman.

Isso porque ele decidiu utilizar aparelhagem de ressonância magnética para pesquisas com fins de mercado, mapeando a atividade do cérebro humano quando exposto a estímulos de marketing.

Assim, Zaltman foi capaz de estimar a real influência neurológica que determinadas ações têm no comportamento do consumidor.

No ano 2000, o neuromarketing viria ser registrado pelo pesquisador como uma ferramenta de marketing. Até hoje, seus métodos são replicados e utilizados para um melhor entendimento do que acontece na cabeça de uma pessoa durante a decisão de compra.

Como o Neuromarketing Beneficia os Negócios?

Primeiramente, o neuromarketing é uma área da ciência que estuda os fatores que influenciam um consumidor na decisão de compra. Nesse sentido, é ela que torna possível traçar técnicas e métodos para melhorar as vendas das marcas.

A fim de começar a entender como funciona o neuromarketing na prática, basta ver que a escolha de certos produtos que nós mesmos fazemos.

Por exemplo, boa parte deles remetem a bons momentos que tivemos, nos quais a marca estava presente, não é mesmo?

De modo análogo, isso também leva o seu cliente final a decidir comprar um produto (ou contratar algum serviço).

Principalmente, é preciso compreender que o processo de decisão de compra ocorre, em grande parte, no subconsciente das pessoas.

Dessa forma, perguntar diretamente se alguém gosta de um produto, pode não gerar uma resposta exatamente verdadeira.

Como os métodos utilizados nessa ciência derivada da neurologia, é possível entender de que forma nosso subconsciente reage a cada estímulo.

O Neuromarketing Pode Beneficiar os Negócios:

  • Promovendo uma melhoria na tomada de decisão;
  • Proporcionando a criação de campanhas publicitárias mais efetivas;
  • Aprimorando a experiência do consumidor.

São muitas as vantagens, não é? Agora, você vai aprender a tirar partido delas.

Continue a leitura para descobrir como se aplica o neuromarketing na prática.

Como o Neuromarketing Funciona na Prática?

O que precisamos fixar, principalmente, são os impactos do uso das técnicas nas marcas aumenta as vendas através da criação de uma experiência marcante.

Precipuamente, é esta experiência que fará com que as pessoas se lembrem da marca. A seguir,m veremos algumas formas de fazer isto.

1 – Escolhendo Bem as Cores

Você já parou para pensar no motivo pelo qual o McDonald’s utiliza a cor amarela em sua logo, assim como várias outras empresas de fast food?

Esta é, talvez, uma das aplicações mais famosas do neuromarketing: a psicologia das cores.

Pense desta maneira: o primeiro passo para utilizar o neuromarketing na prática é observar qual o segmento de mercado do seu cliente e os tipos de sensações que ele quer despertar no consumidor final.

Isso de deve ao fato de que os aspectos visuais são os que mais influenciam o comportamento do consumidor.

Em suma, as cores têm forte impacto sobre o nosso cérebro. Por isso, é importante saber utilizá-las corretamente.

Voltemos ao exemplo do McDonald’s. Primeiramente, o amarelo é um tom chamativo.

Logo, isso faz com que o consumidor identifique o estabelecimento, mesmo à uma boa distância.

Além disso, acredita-se que o amarelo possa despertar o apetite da pessoa. E isso é o que eleva seu nível de consumo dentro do restaurante.

Para que entendamos melhor a aplicação prática disto, vejamos, a seguir, outras cores e o efeito que elas podem causar nas pessoas:

  • Azul: Confiança e Segurança;
  • Vermelho: Emoção e Paixão;
  • Laranja: Sentimento Agradável e Amigável;
  • Verde: Tranquilidade e Serenidade;
  • Roxo: Inovação e Inteligência;
  • Rosa Escuro: Alegria e Jovialidade;
  • Rosa Claro: Romance e Delicadeza;
  • Preto: Luxo;
  • Branco: Transparência.

Bastante simples de aplicar, né? Basta conhecer as cores e associá-las às mensagens que você quer transmitir.

2 – Utilizando Gatilhos Mentais

O uso de gatilhos mentais é uma das principais técnicas utilizadas no marketing para influenciar a decisão de compra.

Basicamente, a ideia é transmitir ao consumidor uma informação que desperte nele a necessidade de consumo.

Nesse sentido, um dos gatilhos mais conhecidos e empregados é o de escassez.

Seu objetivo é fazer com que o cliente desperte o senso de urgência, acelerando a decisão.

Frases como “compre já” ou “oferta por tempo limitado”, por exemplo, são muito utilizadas com essa finalidade.

Outro gatilho bastante conhecido é o da exclusividade. Este, funciona por ocasionar a sensação de que as pessoas terão acesso a algo que não estará disponível para todos, o que as a realizarem a ação.

Esse gatilho é muito utilizado em estratégias de marketing, especialmente quando se oferece materiais exclusivos para assinantes.

A mesma noção pode ser aplicada nas redes sociais. Por exemplo, quando convocamos os seguidores a assistirem uma aula exclusiva.

3 – Contando uma Boa História

Ao invés de utilizar mensagens objetivas, os esforços de marketing tem se voltado, cada vez mais, a atribuir um quê de subjetividade às campanhas.

É aqui que entra o uso do storytelling. De modo resumido, funciona assim: por meio de narrativas (as quais, não necessariamente envolvem o produto ou o serviço), a marca consegue ativar o lado emocional do consumidor.

Isso ocorre porque ele se identifica com a história e, assim, absorve o conteúdo — sem sequer perceber que está sendo direcionado, neste processo, a uma decisão de compra.

Em seu subconsciente, entretanto, o consumidor já está criando um enlace emocional com a marca.

4 – Utilizando o Espelhamento

Advém de um conceito chamado de neurônio espelho. Por causa dele, o cérebro do consumidor é inconscientemente despertado a imitar o outro.

Sua aplicação prática trata-se, em suma, de mostrar outras pessoas utilizando os produtos/serviços, para criar uma identificação no consumidor.

Só para ilustrar, em lojas físicas, mostrar pessoas utilizando os produtos na prática desperta a identificação. A Polishop, por exemplo, é uma empresa que utiliza muito essas técnica.

Da mesma forma, em e-commerces, as fotos reais trazem mais personalidade — fazendo com que o cérebro identifique aquilo como um comportamento a ser reproduzido.

Considerações e Dicas Extras

Na verdade, o neuromarketing também pode ser aplicado de várias outras maneiras.

Além das que citamos no texto, você pode também, por exemplo, aplicar o neuromarketing explorando os sentidos do consumidor.

Só para exemplificar melhor, ao inserir aspectos sensoriais no seu negócio, como a música, você pode induzir o consumidor à compra.

Isso porque a música estimula a liberação da dopamina, que é um neurotransmissor associado a prazer e recompensa do nosso cérebro.

Para utilizar essa técnica, você pode, por exemplo, definir junto com seu cliente uma playlist que crie uma identificação com a marca, fazendo com que o cliente seja estimulado à compra no estabelecimento.

Como vimos, as técnicas de neuromarketing podem trazer benefícios incríveis para o seu empreendimento, especialmente na relação com o consumidor. Sobretudo, vimos que a sua aplicação pode ser bastante simples.

É preciso lembrar, porém, que é necessário utilizar esses métodos de forma estratégica. Sem cometer exageros, ok?

Mas e você, já utiliza o neuromarketing nos serviços que oferece aos seus clientes?

Já teve resultados positivos aplicando o neuromarketing? Conta pra gente nos comentários!

Ah! E se você tem interesse por este assunto, poderá gostar também do nosso artigo sobre Psicologia, que ensina a utilizá-la para melhorar a taxa de engajamento.

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Até a próxima semana 🙂

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